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CUITO CUANAVALE, QUE BATALHA? Por Emanuel Lopes
Na ùltima semana, o Mpla/governo angolano, festejou o 20° Aniversàrio da chamada Batalha do Cuito Cuanavale, com muita pompa e circunstância, com convidados ilustres e gastando o dinheiro do Povo que não chega às bocas famintas de muitas crianças.
O que està por detràs destas comemorações? o que leva o Mpla/governo angolano a comemorar uma das muitas batalhas que se travaram durante 27 anos de guerra fratricida?
1° objectivo
Provocar a tensão na sociedade angolana. Sabendo que a UNITA considera ter vencida essa batalha, comemorà-la como se fosse uma vitoria das forças fapla/russas/cubanas visa provocar a UNITA, (aliàs como outras atitudes de elementos do governoe do Mpla) tentando levà-la à violência, pelo menos verbal. O que se mostra absurdo, pois a UNITA e a oposição angolana, jà perceberam os motivos da provocação.
2° Objectivo
Clarear e mudar a Historia.
Começa a ser hàbito do Mpla, tentar adaptar a Historia às suas necessidades. Se alterar a Historia resultou parcialmente no passado, com a globalização e os trabalhos cientificos que vão surgindo não funciona. O Mpla ainda não aprendeu. Continua seguindo a màxima nazi de que se insistir mil vezes numa mentira ela pode ser vista como uma verdade. Mas não funciona.
A Batalha do Cuito Cuanavale começou em Setembro de 1987, com uma ofensiva das forças coligadas fapla/russo/cubanos tentando chegar à Jamba. Um exército poderosamente armado, com centenas de blindados e tanques pesados, artilharia auto-transportada e outra, apoiado por helicoptéros e aviões avançaram a partir de Menongue.
Depois da batalha o General França Ndalu, veio dizer a um jornalista que o objectivo não era esse, mas sim cortar o apoio logistico à UNITA. O que é visivelemente uma desculpa, porque o apoio logistico era feito a sul e não entre o Cuito Cuanavale e o rio Lomba.
Pela frente a coligação encontrou a artilharia pesada e a infantaria da UNITA (Fala), organizada em batalhões regulares e de guerilha, apoiados por artilharia pesada das forças sul-africanas. Com o avolumar da ofensiva, a Africa do Sul coloca na batalha mais infantaria, blindados e helicoptéros.
A batalha durou mais ou menos seis meses. As forças fapla/russo/cubanos, com dezenas de milhares de homens na ofensiva, não conseguiram passar de Cuito Cuanavale.
Segundo os nalistas imparciais, as perdas dos dois lados foram as seguintes:
Do lado UNITA/Arica do Sul - 230 militares da UNITA, 31 sul africanos, 3 tanques 5 veiculos, 3 aviões de observação.
Do lado fapla/russos/cubanos - 4600 homens (dos quais não existem quantos form russos, cubanos ou soldados das fapla, mas segundo os arquivos russos as pedas russas nesta batalha poderão ultrapassar a centenas), 94 tanques, 100 veiculos e 9 Migs.
A batalha acabou em março de 1988 com a retirada das forças fapla/russo/cubanas para o Menongue. As consequências foram diversas. O exército cubano aceita retirar-se de Angola. A Africa do Sul aceita que a Namibia ascenda à independência, desde que os seus interesses economicos não sejam tocados, que a Namibia continue dentro da união aduaneira que tem com a RAS e que o porto de Walbis Bay (o ùnico da Namibia) continue a ser administrado pela RAS. O Mpla aceita finalmente entrar em negociações com a UNITA, o que teve de ceder.? Nada. Os seus bastiões continuaram intocados, nenhuma linha logistica foi tocada, o seu exército não teve perdas em homens e material significativas. Mais ou menos um ano mais tarde, e jàna mesa das negociações, o Mpla tentarà uma segunda ofensiva, de novo com milhares de homens, tanques, veiculos, helicoptéros e aviões. Foi a chamada operação "Ultimo assalto", e mais uma vez serà derrotado, desta vez sem os sul-africanos estarem presentes.
Em resumo, se houve vencedores, não foram as forças do Mpla e os seus aliados.
3° Objectivo
Ajudar Zuma a conquistar o poder não é segredo que o Mpla/governo angolano não nutrem especial carinho pelo governo sul-africano e pelo seu Presidente. Por diversas vezes isso foi patente quer com Nelson Mandela, quer com Thabo Mbeki como presidentes. Não importa referir porquê, mas talves o facto de Thabo Mbeki ter passado largos meses nas prisões do governo angolano sem qualquer culpa formada, explique a "inimizade". Quando Zuma consegue ganhar a Presidência do ANC, apoiando-se nas bases mais extremistas deste partido, o governo angolano foi o primeiro a felicità-lo. Mas não chega a Zuma tais felicitações, pois enfrenta um processo por corrupção na justiça sul-africana. Assim, se quer ser o candidato do ANC nas proximas eleições Zuma, precisa de dinheiro e prestigio para ser candidato antes do julgamento levando a que este não se realize.
Quem melhor para o ajudar do que um governo com muitos sacos azuis e estruturalmente corrupto como o do Mpla?
Então que comemora o Mpla? Nada a não ser o que a sua propaganda inventa.
Emanuel Lopes
Foto: publicada pelo MPDA
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