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Lideres da SADC apelam ao estrito cumprimento da lei e ao respeito dos principios democràticos
Os chefes de Estado da SADC, influentes na politica de defesa e segurança daquela comunidade, reunidos sàbado em cimeira extraordinària, que decorreu em Lusaka, Zâmbia, encabeçada pelo José Eduardo dos Santos, chefe de Estado angolano e presidente do orgão politico de Defesa e Segurança da SADC, juntou-se aos seus homologos da zâmbia, Levy Mwanawasa, presidente em exercicio da comunidade, e da Africa do Sul, Thabo Mbeki, na qualidade de mediador da SADC para a crise eleitoral no Zimbabwe a fim de analisar a forma de ajudar o povo zimbabweano. O Presidente do zimbabwe, Robert Mugabe, não apresentou-se neste conclave do sàbado, que contou com a presença do lider da oposição e presidente do Movimento para a Mudança Democràtica (MDC) do zimbabwe, Morgan Tsvanirai. Joseph Kabila, da Republica Democràtica do Congo, Seretse Khama Ian Khama, do Botswana, Lucas Pohamba, da Namibia, Bingu wa Mutharika, do Malawi, o rei da Swazilândia, Swadi III, juntaram-se sàabado ao apelo do Presidente em exercicio da SADC, Levy Mwanawasa, para discutir a actual situaçao politica naquele pais membro da SADC. Na abertura da cimeira, o Chefe de Estado zambiano esclareceu que o objectivo do conclave era envolver os estadistas dos paises membros à uma aproximação comum em relação à crise que se vive no Zimbabwe. O compromisso da organização, segundo o Presidente em exercicio da comunidade, é defender as instituições democràticas, consolidar, defender e manter democracias solidas, a paz, segurança e a estabilidade. O Presidente da comunidade Levy Mwanawasa, defendeu uma anàlise aberta, objectiva e cordial entre os estadistas. Levy Mwanawasa esclareceu que o objectivo da cimeira não foi colocar Robert Mugabe numa encruzilhada, mas definir uma solução que fosse aceitàvel para os zimbabweanos e os partidos envolvidos. Levy Mwanawasa reiterou que, apesar da crise politica, a missão de observação da SADC realizou um trabalho que conduziu a um escrutinio livre e justo. O Presidente em exercicio da SADC apelou a Comissão Eleitoral do Zimbabwe a publicar os resultados das eleições gerais de 29 de Março ùltimo, uma vez que a demora està, em seu entender, a criar um clima de tensão naquele pais. Angola apoia escolha popular Angola apoia uma solução pacifica e democràtica através da vontade expressa pelo povo do Zimbabwe nas eleições de 29 de Março do ano em curso. A posição de Angola em relação à crise pos-eleitoral naquele pais foi tornada pùblica sàabado por uma fonte diplomàtica junto da delegação à cimeira extraordinària de Lusaka. A fonte, que preferiu o anonimato, disse aos jornalistas nacionais em Lusaka que Angola é apontada como um modelo para a resolução da crise no Zimbabwe pela sua experiência em resolução pacifica de conflitos. Angola, através do seu Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, preside o orgão politico de Defesa e Segurança da organização desde a cimeira ordinària realizada em Lusaka, em Agosto do ano passado. A delegação angolana ao conclave, convocada para analisar a situação politica no Zimbabwe, é integrada pelo ministro das Relações Exteriores, João Miranda, e por funcionàrios seniores da Presidência da Republica. SADC prepara observadores em Angola O Presidente em exercicio da SADC, Levy Mwanawasa, anunciou que a comunidade està jà a preparar uma equipa de observação eleitoral para eleições legislativas em Angola, indicadas para Setembro do ano em curso e para as presidênciais, previstas para o proximo ano. Levy Mwanawasa, que falava sàbado na cerimonia de abertura da cimeira extraordinària dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, disse que maior atenção serà dada às eleições presidenciais em Angola e no Malawi, para além da Republica Democràtica do Congo, que realiza nos proximos tempos eleições legislativas. As eleições no Zimbabwe foram observadas pela SADC através de uma equipa chefiada pelo ministro angolano da Juventude e Desportos, José Marcos Barrica. O Zimbabwe realizou eleições gerais no dia 29 de Março para a escolha do Presidente da Republica, dos deputados e autarcas. Segundo os resultados oficiais divulgados pela Comissão Eleitoral do Zimbabwe (ZEC), o partido da oposição, Movimento para a Mudança Democràtica, dos deputados (MDC) obteve a maioria no Parlamento, com 109 dos 210 lugares de deputados, enquanto o partido nacional africano do Zimbabwe-frente patriotica (ZANU-PF), até agora no poder, so conseguiu 97 lugares. A Comissão Eleitoral do Zimbabwe ainda não anunciou os resultados da eleição presidencial. Em função da demora, o Movimento para a Mudança Democràtica (MDC) recorreu ao Tribunal Supremo do Zimbabwe para que decida pela publicação imediata dos resultados. O Tribunal Supremo do Zimbabwe prometeu pronunciar-se na terça-feira sobre o pedido da oposição para obrigar a Comissão Eleitoral a proclamar os resultados das eleições presidenciais. Contudo, um juiz do Tribunal Supremo do Zimbabwe anunciou, sexta-feira, o adiamento para amanhã do seu veredicto, inicialmente prometido para terça-feira passada. Comunicado final Os Chefes de Estados da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC) elogiaram o povo do Zimbabwe pela maneira ordeira e pacifica demonstrados durante a realização das eleições, decorridas a 29 de Maio passado. No comunicado final, a cimeira congratulou-se com o papel desempenhado pelo "facilitador" da comunidade, o Presidente sul-africano, Thabo Mbeki, encarregue para o estabelecimento de um diàlogo construtivo entre o governo e a oposição e encorajou-o a continuar esta tarefa sempre que for solicitado. No encontro, que terminou à madrugada de ontém, "notou e apreciou" o relatorio apresentado pelo presidente do orgão de Defesa e Segurança deste organismo, José Eduardo dos Santos, a proposito das recentes eleições realizadas no Zimbabwe. Angola como presidente do orgão Politico de Defesa e Segurança da SADC dirige as equipas que supervisionam as eleições dos paises membros, tendo coordenado as eleições que decorreram em 29 de Março no Zimbabwe. A cimeira manteve um encontro com os candidatos às eleições presidenciais do Zimbabwe, os politicos Morgan Tsvangirai, do MDC, eo indepente, Simba Makoni. Estas personalidades confirmaram aos mandatàrios da SADC, que se deslocaram a Lusaka, que as eleições foram livres e justas e decorreram de forma ordeira. A reunião extraordinària acorreu sem a presença do presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, que foi representado por quatro ministros. A cimeira apelou à comissão eleitoral do Zimbabwe a assegurar o estrito cumprimento da lei e dos principios da SADC e as directrizes de um governo democràtico.
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