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Motim na Cadeia de Viana no 1° de Maio Luanda - O emblemàtico vermelho do 1° de Maio, dia internacional dos trabalhadores, confundiu-se com o sangue real do recluso morto e mais dez feridos num motim ocorrido ontem na cadeia de viana. De acordo com a versão oficial, o tumulto se deveu a uma rivalidade entre bandos dos encarcerados disputando a liderança. Não se trata das condições sociais. Não é o problema de mau acondicionamento. Sentimos que hà problemas de grupos rivais que actuam dentro da prisão, explicou o ministro do interior, Roberto Leal Monteiro Ngongo. O ministro e os dois vice, Sebastião Martins e Junior Kavanak, bem como o comandante geral da policia, comissàrio Ambrosio de Lemos, acorreram no meio da manhã de ontem ao loca, onde se reuniram com os gestores da penitenciària. A direcção da cadeia, acrescentou Ngongo, jà acompanhava a situação, mas foi apanhada de surpresa perante um caso que não esperava atingir este nivel de violência. Reclusos a aguardarem em julgamento O director nacional dos Serviços Prisionais, Jorge de Mendonça Pereira, abundou no mesmo sentido, especificando que o preso morto, Fernando Zeferino, encontrava-se em Viana desde 22 de Novembro de 2007, acusado de crime de burla. No seu ponto de vista, ainda, os feridos não correm perigo de vida e que no motim controlado pelas forças de ordem, não houve envolvimento dos presos condenados, mas sim dos reclusos detidos a aguardarem julgamento. Os sublevados, segundo o seu balanço, destruiram a àrea de informàtica que tinha 40 computadores, a biblioteca, beliches, queimaram colchões e utilizaram cantoneiras como armas. Mendonça reforçou que o motim teve a ver com "rivas entre gangs rivais como "Alameda Skuad" e "HDA", no interior da penitenciària. Instado sobre as formas de se pôr fim aos mtins, aventou a possibilidade do desmembramento dos grupos que têm vindo a protagonizar a confusão pela transferência dos lideres para outras paragens. Indicou que, presentemente, esta medida esbarra somente com a condicionante de que os referidos sujeitos não fossem ainda condenados. Miala e pares Indagado sobre a situação do mais célebre recluso naquela prisão, o antigo chefe dos Serviços de inteligência Externa, general Fernando Garcia Miala, disse que nada lhe aconteceu. O tumulto não atingiu o pavilhão que alberga Miala e Mendonça garantiu a segurança mesmo daqui para diante. Baseado na informação dos familiares, o advogado de Miala, Eusébio Rangel, confirmou o estado de saùde normal do seu cliente, situação que não era a mesma para dois colaboradores do mesmo, que jà tinham sido deslocados para a zona perturbada ontem. Na sequência do tumulto de ontem, ambos foram transferidos para o hospital prisão de São paulo e não se sabia, ainda, se entre a dezena de feridos ou não. Populares das redondezas da cadeia avançaram sobre a tragédia balanços mais pesados do que a oficial, acentuando a intensificação do tiroteio. Visivelmente, foi impressionante o dispositivo das forças de ordem destacado ao terreno para repor a normalidade. Misturava os aparatosos ninjas, unidades da policia canina e bombeiros. Estes ùltimos conseguiram apagar o incêndio apos mais ou menos 3 horas ao passo que a revolta durou aproximadamente 5 horas.
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