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RADIO ECCLESIA BLINDIU UM DEBATE SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM TEMPO DE ELEICÕES
Luanda - A ràdio mais influenciada catolica em Angola (Ràdio Ecclesia), blindiu um debate que foi bastante concorrido, o auditorio da Universidade Catolica foi o palco escolhido para um debate amplo sobre o estado da liberdade de imprensa e de expressão no actual quadro democràtico no pais, um tanto à luz das proximas eleições legislativas indicadas para Setembro proximo. O debate gravitou à volta da "Etica, Verdade e o Direito de Informação em Tempo de Eleições", "Democracia e Direitos Humanos", "A Dimensão Democràtica da Liberdade de Expressão", "A Ploblemàtica da Informação e Eleições numa Perspectiva Africana" e "A Corrupção e Mà Governação". Mereceu bastante atenção dos participantes o acesso à informação em Angola sobretudo por parte das populações do interior do pais, facto apontado como estando na origem de um grande défice relação ao processo eleitoral em curso. "Os canais pùblicos não chegam a toda Angola. Por isso o direito à informação não chega a toda a gente", referências do padre Jacinto Wakussanga quando abordava a situação dos direitos humanos. Evocou a pluralidade qualitativa da informação como sendo nacessàrio para os cidadãos e "era bom que a ràdio Ecclesia pudesse chegar a sitios como o Mungo, Luindoimbale, para captar os receios das populações no actual processo", referiu o sacerdote à proposito da falta de esclarecimento sobre a oportunidade que constituem as eleições. Ainda na esteira da informação "muitas das vezes os meios de comunicação social não servem os ideais mais justos, e estão também na base de conflito", ressaltou o docente universitàrio na cadeira relações internacionais, Màrio Pinto de Andrade, na abordagem da informação e elições numa perspectiva africana. Deu exemplos do acontecido em dois paises africanos. "No Rwanda o mau papel da ràdio e televisão redundou em milhares de mortos. No Zimbabwe, os meios de comunicação pùblicos não deram espaço à oposição, e venderam uma ideia de que Mugabe e a Zanu ganhariam as eleições com 57% dos votos. A informação pùblica não foi a mais isente", disse. Sobre o actual quadro da informação no processo angolano, ressaltou que "a imprensa em Angola pode ajudar a haver equilibrio, mas às vezes é dificil que a oposição tenha espaço". O professor universitàrio em sociologia, Jaão Baptista Lukombo, trouxe a lume, entre outros aspectos o que considerou de "carência de cultura democràtica nos partidos politicos, que não realizam acções eleitorais regulares salvo um ou dois partidos. Abordou a questão na dissertação "Adimensão democràtica da liberdade de expressão". Questionou-se: "se esta não começar nos partidos como poderà ter espaço fora...? Cerca de uma centena de pessoas tomou parte da ràdio-conferência da Ecclesia, à proposito do 3 de Maio, dia da liberdade de imprensa.
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