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ONG JA TEM A LISTA DE NAVIO COM ARAMAS PARA ZIMBABWE
Na posse do chamado "manifesto de carga", serà possivel saber que contêineres devem permanecer no navio e quais poderão ser descarregados, disse nesta terça-feira à Agência Lusa o secretàrio-executivo da CCDH, Tunga Alberto. "Jà estamos em posse do manifesto de carga do navio com armamento para o Zimbabwe, que nos foi fornecido por colegas nossos da Africa do Sul", disse à Lusa o responsàvel. O navio chinês AN Yue Jiang, que transporta material militar, està parado a uma semana nas imediações do porto de Luanda. Segundo Tunga Alberto, o CCDH aguarda hà dois dias que as autoridades portuàrias angolanas anunciem a data em que o navio vai atracar. "Eles (as autoridades do porto de Luanda) têm demonstrado todo o interesse, mas até hoje não disseram nada e nos vamos aguardar mais 24 horas", adiantou. Alberto Tunga afirmou que, caso a resposta ao CCDH não seja dada até quarta-feira, serà convocada uma entrevista colectiva para explicar toda a informação sobre este dossiê. "Vamos ficar à espera, apenas até quarta-feira, isto é hoje, que nos digam a hora e o dia em que o barco vai atracar e a data de descarregamento do material, para a nossa fiscalização", disse Tunga Alberto. O Tribunal Maritimo de Luanda aceitou uma providência cautelar do CCDH exigindo que não seja autorizado o descarregamento do material destinado ao Zimbabwe. O mesmo tribunal decidiu atribuir a autodade de fiscalizar esse descarregamento ao Conselho dos Direitos Humanos de Angola, à Policia Fiscal e à capitania do porto de Luanda. Segundo fonte do porto de Luanda contactada pela Lusa na segunda-feira, o An Yue Jiang não consta na lista oficial de espera para dar entrada no porto pelo menos até 19 de maio. No entanto, a mesma fonte admitiu que, por causa do congestionamento permanente do porto, a carga pode sofrer um transbordo em alto-mar para batelões que, por sua vez, termina o trajecto até terra-firme. A ùnica posição assumida pelo governo de Luanda até o momento, desde que o navio não foi autorizado a atracar na Africa do Sul e em Moçambique, saiu de um breve comunicado que autorizava a entrada do An Jiang no porto de Luanda, sublinhando a proibição de desembarque das armas para Harare.
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